Na década de 1980, Asher e eu estudamos o assunto de cura divina com muita intensidade. Estudamos os livros dos mestres e teólogos mais proeminentes sobre o que a Bíblia ensina sobre cura. Nós mesmos testemunhamos algumas curas surpreendentes e maravilhosas, mas também  algumas situações de enfermidade muito decepcionantes que, no fim, acabaram em morte.

Nosso querido amigo Dr. Michael Brown talvez seja um dos maiores especialistas nesse tema de cura bíblica. Ele obteve seu PhD da Universidade de Nova Iorque por sua tese em cura divina na Bíblia Hebraica. Sua pesquisa se tornou um livro importante chamado Israel’s Divine Healer (O Divino Curador de Israel).

Apresentamos aqui três visões muito comuns sobre cura:

Embora nosso Sistema imunológico natural feito por Deus traga cura e seja um dom de Deus, curas miraculosas sobrenaturais e milagres criativos de restauração são muito raros. Nós podemos e devemos orar por tais milagres, mas no curso normal da vida dos cristãos, enfermidades e doenças terminais estarão presentes tanto na vida de cristãos como de não cristãos. Essa é a situação humana depois da queda. Essa é visão principal de não carismáticos que incluem muitos líderes judeus messiânicos israelenses.

Devemos orar por cura. Se orarmos por cura como uma prática regular e criarmos oportunidades para orar por isso, veremos muito mais curas sobrenaturais. No entanto, precisamos confiar em Deus e saber que, no fim, essa é uma questão da soberania de Deus. O melhor que podemos fazer para acreditar na cura é andar em comunhão com Deus, evitar o pecado e viver em relacionamento de confiança enquanto continuamos a orar pela cura. Essa é a visão da Vineyard que foi ensinada por John Wimber.

Curar é sempre a vontade de Deus. Se nos entregarmos a Deus da maneira correta, meditarmos nas Escrituras sobre a cura, e as confessarmos como promessas certas de Deus, deveríamos sempre ser curados. A promessa de Deus para curar é absoluta, então, se alguém não receber a cura sobrenatural, a falha em recebê-la é resultado da incapacidade da pessoa de fortalecer sua fé para conquistá-la. Fé em favor da cura é algo que faz parte da responsabilidade de cada um adquirir. Essa é a visão dos mestres do movimento Word of Faith (Palavra de Fé): o falecido Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Andrew Womack e muitos outros. Para esses irmãos, se a promessa não for absoluta e alcançável, ela diminui a fé que está sendo construída para receber a cura.
Nossa visão não se encaixa totalmente em nenhuma dessas três. Podemos resumir nossa visão usando a seguinte afirmação tirada do livro do Dr. Brown: A cura é a vontade geral de Deus para seu povo em obediência, mas não devemos tornar isso uma lei universal e concluir que é a vontade absoluta de Deus curar em todos os casos. Podemos saber que é a vontade geral de Deus curar com base nos pontos a seguir:

As promessas para Israel de viverem em saúde física se andassem em obediência. Isso inclui libertação das “doenças do Egito”, abortos naturais e a bênção de uma longa vida.

A inclusão de cura de doenças na expiação de Yeshua, como em Isaías 53: “ele tomou sobre si as nossas enfermidades… e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

O ministério de cura de Yeshua é uma manifestação da vontade de Deus para o povo.

A declaração conclusiva de Pedro sobre a expiação, de que “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós… por suas chagas, fostes sarados” não se trata apenas de cura espiritual, mas física também.

Em tempos de avivamento e maior fervor e despertamento espiritual, as curas são muito mais frequentes. Observe, por exemplo, Pensacola (EUA), o início do movimento Vineyard e na Bethel Church de Bill Johnson (na Califórnia, EUA).

Contudo, embora a cura seja a vontade geral de Deus, vemos na morte de Eliseu e nas doenças de algumas pessoas nas Escrituras da Nova Aliança que a cura não é uma promessa absoluta para todos os casos.

O tipo de fé que move montanhas é um “tipo de fé de Deus” que, no fim, somente ele pode conceder. Ele, de fato, geralmente nos dá a fé necessária para aquilo que fomos chamados para fazer e isso costuma incluir fé para a cura.
Portanto, o que aprendemos a partir disso? Em breve, confira a Parte 2!

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